Voltamos a ativa, para escrever no DE CAIS EM CAIS e dessa vez é para valer. Incrível, mas no dia-a-dia à bordo, sempre aparecem coisas para fazer e acabamos deixando tudo para depois. Enfim, vamos adiante, para contar um pouco do que foi nossa viagem de Porto Belo, SC, até Angra dos Reis, RJ. Depois de mais de um mês parados por lá, decidimos que era hora de zarpar. A previsão não ajudava, o vento era sempre contra e isso ia causando certo desânimo. Para tentar mudar um pouco a rotina, fomos para São Francisco do Sul, esperando um bom vento. Três dias lá e veio uma janela que não era das melhores, mas parecia ser possível fazer uma boa viagem. Aí veio a primeira cagada. A ansiedade de se mudar foi tanta, que nem ligamos para a ondulação. Apesar dos avisos inclusive na TV, de uma ressaca no mar da região, partimos. Assim que entramos em alto mar, demos de cara com ondas de 4 a 6 metros, vindo de traves e tornando a nossa navegação um pouco desconfortável. Eu passei bastante mal e sobrou para o Aureo e o Dode, um amigo que veio conosco, para trabalharem o dia todo. Cansados, decidiram buscar abrigo na altura de Cananéia, na Ilha do Bom Abrigo.  Chegando lá, por volta das 22 horas, o local estava cheio de pescadores na mesma situação, aguardando o mar melhorar. No dia seguinte, saímos cedo. O mar estava melhor, mas longe de ser uma viagem confortável… O cansaço de mais um dia de trabalho pesado nos obrigou a parar em Ilha Bela – SP e dormir no Iate Clube. Foi ótimo parar por lá, eu encontrei um velho amigo, o Dudu e sua família. Apesar de ficarmos apoitados no Iate Clube, o balanço do mar não perdoou e dormimos muito pouco mais uma vez. No dia seguinte saímos as 6 da manhã e enfim chegamos a Parati. Dormir na Ilha da Cotia foi um luxo, quase uma noite em um hotel cinco estrelas. Parecia que o barco estava no seco. Depois dessa noite, foi só alegria até chegar em Angra, e nos fixarmos em Ilha Grande. Agoras as próximas serão sobre o que temos vivido aqui. Apesar do pouco tempo, já temos várias histórias para contar. 
Texto: Sandro Masseli.