É muito legal perceber que há uma comunidade bastante unida no mundo da vela. outra coisa interessante, é o poder que o mar tem de nivelar as pessoas, principalmente velejadores. As pessoas meio que se solidarizam dos perrengues que se enfrenta todos os dias. Um remo que se perde, a gasolina do motor de popa que se acaba, um pedacinho de área abrigada ou um cabo sobrando no barco são sempre ocorrências que você logo encontra alguém para te ajudar. Chegando na vila do Abraão, em Ilha Grande, tivemos uma primeira noite bastante agitada no barco. Apesar de ser uma baía bem abrigada, quando entra o sudoeste incomoda bastante, largamos o ferro entre os trapiches, para ficarmos mais perto da terra e consequentemente do barco, enquanto estivéssemos em terra. Aquela noite foi suficiente,  para nos mudarmos para a praia da Julia, atrás de sossego,   chegando lá conhecemos o Jerônimo, um argentino super gente fina, que já mora no Brasil há 14 anos (talvez seja por isso. Rs!!!). Alias, ele mora na IlhaGrande desde que chegou. Veio do Rio de Janeiro para cá em um veleiro de 24 pés e se apaixonou pelo paraíso que é a ilha. Querendo ficar, logo montou seu negócio e se estabeleceu. Parece que agora vai partir, pois vai ser papai e sua esposa é austríaca e mora em Viena. Isso deve levá-lo da Ilha, pelo menos 6 meses por ano.  Assim que o conhecemos ele já veio visitar o Obelix II e dizia que tudo era lindo, seus vizinhos, a ilha, as pessoas da ilha, os turistas e até o motor é lindo para ele. O cara é uma verdadeira figura. Logo nos emprestou dois remos, nos encheu de informação sobre a Ilha e parece que veio nos dar as boas vindas do local, como um enviado da comunidade da vela, dizendo, bem vindo irmãos.